TsT37. 2018.
Artigos
♦ Jesús Miräs Araujo
O colapso do Antigo Regime, a articulação do Estado e o desenvolvimento capitalista na urbanização de Espanha (1833-1936)
Resumo:
O objetivo é examinar o processo de urbanização da Espanha a longo prazo e a forma como a historiografia o tem interpretado nos últimos anos. Em contraposição à tradicional tese do fracasso, trabalhos recentes defendem caracterizações menos categóricas. Desde o primeiro terço do século XIX, articularam-se os fatores que moldaram o meio século seguinte de descolagem do país. O colapso do Antigo Regime, os primórdios do capitalismo, a nova organização territorial, as infraestruturas urbanas… constituem elementos que demonstram um dinamismo de todo e qualquer modo notável.
♦ María Olga Macías Muñoz
A engenharia ferroviária no País Basco: Pablo de Alzola y Minondo, um caso paradigmático
Resumo:
Pablo de Alzola foi um homem do seu tempo. Como engenheiro civil, esteve presente no desenvolvimento e na conceção das principais linhas de via estreita que foram construídas no País Basco. Esta experiência, aliada ao seu trabalho como técnico e gestor do caminho-de-ferro mineiro de Triano, permitiu-lhe enfrentar projetos de reforma das leis aduaneiras e das tarifas ferroviárias, liderando as principais associações de produtores industriais de Biscaia e espanhóis. As suas reflexões e o seu legado intelectual permanecem como um exemplo para as futuras gerações de engenheiros e estudiosos de uma época de profundas mudanças e do surgimento de novos paradigmas económicos.
♦ María Vázquez Fariñas
A indústria vinícola no Cádiz do século XIX. Lacave e Echecopar: vinicultores e consignatários marítimos
Resumo:
Cádiz tem-se destacado tradicionalmente por ser um importante centro comercial, mas, em meados do século XIX, era também uma cidade vinícola de renome. Esta investigação tem como objeto de estudo a atividade económica desenvolvida por Lacave e Echecopar, uma das casas vinícolas estabelecidas na localidade entre 1830 e 1870, que conseguiu alcançar grande relevância a nível nacional e internacional graças à sua localização, à diversificação empresarial e à integração do negócio do vinho com o serviço de consignação de navios. Para a análise, utilizámos a documentação interna da empresa que se conserva na Unidade de Estudos Históricos do Vinho da Universidade de Cádis, embora as lacunas temporais nos dados tenham dificultado a nossa investigação, obrigando-nos a complementar o estudo com outras fontes externas. Por último, convém salientar que a ausência de estudos sobre esta empresa motivou a realização deste trabalho, que contribui assim para melhorar o conhecimento sobre a história empresarial e económica do Cádis do século XIX.
♦ Dídac Cubeiro
Ligando a cidade ao mar: mudanças em Manila com a chegada do elétrico (1880-1898)
Resumo:
Este artigo analisa a implantação de uma rede moderna de elétricos na cidade de Manila e as ligações ferroviárias com o porto, com o objetivo de facilitar o acesso das exportações filipinas aos mercados internacionais no final do século XIX. É importante destacar a visão de continuidade que a Administração norte-americana adotou a partir dos projetos espanhóis, recuperando os projetos da Direção-Geral de Obras Públicas e, em muitos casos, dando continuidade à ampliação dos traçados originais. Sob a administração espanhola, foi projetada uma linha de elétrico que inicialmente cobria o trajeto entre a linha ferroviária que ligava as cidades de Manila a Dagupán e os cais do porto de Manila. Em 1884, foi leiloado o projeto para dotar a cidade de Manila de um sistema de elétricos, operado pela Companhia de Elétricos das Filipinas. Após a ocupação norte-americana das Filipinas, no início do século XX, a concessão foi transferida para a empresa Manila Electric and Railway Company (MERALCO), que assumiu a operação do elétrico e das centrais elétricas que forneciam energia à cidade. A Meralco é atualmente uma das principais empresas de eletricidade do arquipélago.
Críticas
♦ Juan Manuel Matés-Barco
Carlos Larrinaga Rodríguez, Da era industrial à nova era do turismo. Bilbau, de 1875 até ao início do século XXI
♦ Carlos Larrinaga Rodríguez
Olga Macías Muñoz, 30 Estruturas ferroviárias e desenvolvimento portuário da Ria de Bilbau