TsT32. 2017.

Artigos

♦ Mercedes Fernández Paradas e Alberte Martínez López (coordenadores)
A indústria do gás: um setor em constante mudança

♦ Alexandre Fernandez
A chegada precoce do gás natural a Bordéus (1949-1962)
Resumo:
Este artigo analisa a chegada precoce do gás natural a Bordéus no período compreendido entre 1949 e 1962. Trata-se de um caso especialmente interessante, pois foi uma das cidades francesas pioneiras na adaptação do gás natural e pela singularidade da história do gás em Bordéus. Outros aspetos que analiso nesta investigação são o papel desempenhado pela inovação tecnológica e a reconversão da rede de distribuição.

♦ Francesc Xavier Barca Salom e Joan Carles Alayo Manubens
As técnicas de produção de gás utilizadas nas fábricas de gás espanholas. O caso das fábricas catalãs: 1842-1960
Resumo:
O primeiro sistema de produção de gás para iluminação consistia na destilação de carvão a altas temperaturas. No entanto, rapidamente foram introduzidas alterações tecnológicas que, mantendo o princípio essencial, vieram melhorar a produção e facilitar o trabalho. Eram tecnologias que afetavam, entre outras coisas, as retortas, os fornos de destilação e a recuperação de calor. Muitas destas tecnologias surgiram em países como a Inglaterra, a França ou a Alemanha e foram introduzidas em Espanha, quer através da relação destas empresas com as estrangeiras, quer pela ação de certos intervenientes cujos contactos facilitaram a introdução destas melhorias tecnológicas. Neste artigo, procuramos descrever a evolução tecnológica destas fábricas de gás catalãs até 1960, destacando as inovações introduzidas a partir do estrangeiro e também as locais. O nosso objetivo é descrever o processo de transferência de tecnologia entre países e mostrar a existência de uma globalização na tecnologia do gás.

♦ Pere-A. Fàbregas Vidal
A Sociedade Catalã para a Iluminação a Gás: do gás à eletricidade e novamente ao gás (1890-1930)
Resumo:
Existem poucos estudos sobre a reação das empresas de gás estabelecidas nas grandes cidades espanholas à introdução da eletricidade térmica e hidráulica. Neste trabalho, apresenta-se em pormenor a situação e os acontecimentos em Barcelona, sob a liderança da Catalana de Gas y Electricidad, face aos novos desafios, à absorção da tecnologia e aos riscos financeiros e de dimensão. Para uma contextualização adequada, são também estudadas a descoberta e a difusão das tecnologias elétricas no mundo e os diferentes modelos de negócio que surgiram nos Estados Unidos, na Europa e em Espanha. Além disso, é apresentada uma análise detalhada do que fizeram em Barcelona a AEG, a Energía Eléctrica de Cataluña e a Barcelona Traction.

♦ Alberte Martínez López
A Anglo-Spanish Gas e a sua atuação em Espanha, 1886-1910
Resumo:
A Grã-Bretanha, bastante distante da França, foi o segundo maior investidor na indústria do gás em Espanha. As suas atividades centraram-se, geralmente, em cidades com algum peso demográfico e económico. No entanto, houve casos singulares, como o protagonizado pela Anglo-Spanish Gas, cujo mercado foi mais reduzido, limitado às localidades de Denia e Xàtiva, na província de Alicante. Isto implicou restrições importantes que, em última análise, estiveram na origem do fracasso final do projeto. Trata-se, em todo o caso, de uma experiência interessante e o seu estudo fornece pistas sobre a atuação das empresas estrangeiras em âmbitos económicos de menor dimensão.

♦ Isabel Bartolomé Rodríguez, Mercedes Fernández Paradas e Darina Martykánová
A crise da indústria do gás em Málaga: do gás de carvão ao gás de nafta
(1950-1968)

Resumo:
Este artigo analisa a crise do gás de carvão em Málaga entre os anos de 1950 e 1968. Neste último ano, a produção, as vendas e a clientela eram inferiores às de 1950. Estuda as causas deste declínio: instalações antigas, carvão caro e inadequado, um quadro de pessoal excessivo e um serviço de má qualidade cada vez mais dispendioso, que não era competitivo face ao butano. Além disso, analisa as estratégias implementadas para a sobrevivência do negócio; entre as quais foi decisiva a substituição do gás de carvão pelo gás de nafta.

♦ Florentino Moyano Jiménez
O gás sem carvão na cidade de Reus (1969-1977). A primeira fábrica espanhola de gás de ar propanado
Resumo:
Após 115 anos em que a Gas Reusense produzia gás a partir do carvão, ocorreu uma dupla mudança estrutural na empresa da cidade de Reus. Em 1969, a Catalana de Gas y Electricidad adquiriu os ativos de gás canalizado da empresa e transformou o sistema de produção. Era um momento em que a obsolescência produtiva da indústria do gás catalã e espanhola já não suportava mais atrasos. Em Espanha, a mudança tecnológica na produção de gás teve início em 1956, quando foi construída em Barcelona a primeira instalação de nafta. Dez anos depois, a Gas Reusense deu um primeiro passo ao utilizar provisoriamente nafta e ao deixar de lado o carvão como matéria-prima básica utilizada. Só em 1969 é que a Catalana instalaria em Reus a primeira fábrica de gás de ar propanado. Este sistema seria adotado noutras fábricas espanholas como parte do processo de transição para o gás natural.

Críticas

♦ Juan Manuel Matés Barco
Leslie Tomory, Iluminismo Progressista. As origens da Indústria do Gás, 1780-1820
♦ Jesús Mirás Araujo
Jo Abbess, Gás renovável. A transição para combustíveis energéticos de baixo carbono
♦ Joan Carles Alayo Manubens
Rufino Manuel Madrid Calzada, Vencer a noite. A Sevilha iluminada (História do iluminação pública de Sevilha)
♦ Francesc X. Barca Salom
Florentí Moyano Jiménez, A iluminação pública na cidade de Reus (1855-1965). Dos candeeiros a gás às lâmpadas elétricas
♦ Mercedes Fernández Paradas
Pere-Antonio Fàbregas Vidal, Gas Natural Fenosa, de Barcelona para o mundo. Os primeiros 170 anos de história
♦ Isabel Bartolomé Rodríguez
XXXVI Encontro da Aphes. Quantidade e Quantificação em História. O Desenvolvimento da Indústria do Gás Manufaturado. Uma Perspetiva Ibérica (1842-1974)
♦ Mercedes Fernández Paradas
Seminário internacional Globalização, nacionalização e liberalização da indústria do gás na Europa Latina (séculos XIX-XX)