28 de outubro de 2015.
Artigos
♦ Tomás Martínez Vara, Miguel Muñoz Rubio, Pedro Pablo Ortúñez Goicolea
Eduardo Maristany Gibert (1855-1941). Diretor-Geral da MZA
Resumo:
Este trabalho pretende aproximar o leitor e destacar para a historiografia a figura de um engenheiro de Estradas, Canais e Portos, que durante muitos anos foi diretor-geral de uma das maiores empresas ferroviárias espanholas: a Companhia dos Caminhos de Ferro de Madrid a Saragoça e Alicante (MZA). A sua figura polifacetada reveste-se de enorme interesse para a investigação histórica.
Foi uma figura de destaque nas empresas ferroviárias, especialmente desde a sua ascensão, em 1908, à direção da MZA, até 1934, ano em que se aposentou voluntariamente. Destacou-se como construtor, com o túnel de Argentera. Escreveu inúmeros artigos e livros. Destacou-se também pela sua visão das relações laborais, própria de um liberal convicto. Teve uma influência decisiva na política ferroviária da sua época, deixando um profundo legado na gestão e nos procedimentos de trabalho, que se prolongou para além da nacionalização.
♦ Joaquín Ocampo Suárez-Valdés
Da carroça ao autocarro: Cosmen/ALSA, de empresa familiar a empresa internacional
Resumo:
A partir do arquivo familiar dos Cosmen, este artigo analisa a trajetória de uma dinastia empresarial centenária cuja atividade esteve ligada, desde o século XI, ao transporte de mercadorias por mulas. As rendas de localização decorrentes da localização da empresa e as «rendas políticas» associadas ao reconhecimento da sua função económica estratégica conferiram aos Cosmen vantagens competitivas sobre as quais cimentaram um percurso singular de crescimento. Da tração animal à mecânica, a sua especialização no transporte transformará aquela empresa familiar numa conceituada firma multinacional, um caso de estudo habitual nas escolas de gestão. Este estudo visa três objetivos: ilustrar um desenvolvimento empresarial «dependente da trajetória», confirmar as teses de Krugman sobre as relações entre território e economia e apresentar argumentos sobre a eficácia da empresa familiar como instrumento de internacionalização.
♦ Luis Miguel Pereira Farinha
Evolução do sistema internacional de sinalização rodoviária
Resumo:
O sistema de sinalização rodoviária em vigor em muitos países do mundo, que é o resultado de mais de um século de trabalho realizado em conferências e reuniões internacionais, surgiu da necessidade de criar normas de trânsito adaptadas ao automóvel, que se confirmou no final do século XIX e início do século XX. Estes trabalhos conduziram à celebração de tratados internacionais nos quais se consolidaram normas acordadas por vários Estados, aos quais outros Estados têm vindo a aderir sucessivamente.
Da análise realizada conclui-se que os Estados, em cada tratado que celebraram em matéria de trânsito e sinalização, envidaram esforços para chegar a acordos cada vez mais detalhados e completos, que regulassem as novas situações, sempre tendo em vista os interesses da segurança rodoviária e da facilitação da circulação rodoviária internacional.
Este artigo pretende oferecer uma perspetiva da evolução do sistema de sinalização rodoviária, com base na análise dos seus instrumentos mais importantes, mostrando como as normas adotadas em cada momento contribuíram para a estruturação e consolidação desse mesmo sistema.
♦ Marcelo Ernesto Basualdo
A gestão da carne bovina na Argentina e as políticas estatais aplicadas entre 1930 e 1990
Resumo:
Desde a crise internacional da década de 1930, o Estado começou a intervir no mercado da carne bovina e, durante os cinquenta anos seguintes, os representantes da pecuária participaram na definição das políticas setoriais, através da Junta Nacional de Carnes e da Corporação Argentina de Produtores de Carne, criadas na década de 1930. Estas instituições, após alguns anos iniciais de claro protagonismo e autonomia, tiveram de se submeter às políticas económicas dos sucessivos governos devido à importância fundamental da carne bovina na economia do país.
As representações rurais tiveram de responder – de uma forma ou de outra – à política económica a partir da direção destas entidades. Neste sentido, os arquivos dos conselhos de administração da CAP – Arquivo Geral da Nação (AI) –, principalmente, refletem esta interação do setor – criadores de gado e frigoríficos – com o Estado, e os problemas mais críticos que o afetavam. Esta avaliação das políticas pelo próprio setor interessado, com uma visão parcial, confronta-se com trabalhos analíticos sobre os problemas levantados, o diagnóstico, as políticas empresariais, setoriais e do Estado que lhes dão resposta.
Críticas
♦ Carlos Larrinaga
Xabier García Barber, A cerveja em Espanha. Origens e implantação da indústria cervejeira
♦ Rafael Barquín
Albert Broder, Os caminhos-de-ferro espanhóis (1854-1913): o grande negócio dos franceses
♦ Begoña Villanueva
A. Novo López e Arantza Pareja Alonso (Editores), Caminhos-de-ferro e sociedade urbana no País Basco
♦ Beatriz Correyero Ruiz
Carlos Larrinaga, Estâncias termais de Guipúzcoa, 1776-1901. Turismo de saúde e investimento de capital em águas minerais