Diccionario Biográfico de los ferrocarriles ibéricos
Dicionário biográfico dos caminhos-de-ferro ibéricos
Mário dos Santos Castelhano (1-5-1896-12 -10-1940)
Mário dos Santos Castelhano,
Nascimento Lisboa, 1-5-1896 ; Morte,Tarrafal , 12 -10-1940
Militante anarco-sindicalista.
Ferroviário, funcionário da CP, sindicalista e jornalista. Entra aos 14 anos para a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses. Ascende a empregado de escritório na mesma companhia. Presente nas greves ferroviárias de 1911, 1918 e 1920. Combate o arrendamento das linhas do Estado à CP. Na sequência da última greve deixa a CP. Presente nas comissões da Federação Ferroviária e da organização do I Congresso Ferroviário. Foi o último coordenador da CGT antes da sua ilegalização. Diretor dos Jornais A Federação e O Rápido. É preso em outubro de 1927 e deportado para Angola. Fica na vila de Seles até Dezembro de 1929. Mudado para os Açores em Setembro de 1930, chega a 16 de Outubro ao Pico. Transferido para a Madeira participa na Revolta de 1931. Face à derrota da revolta da Madeira, consegue regressar a Lisboa clandestinamente no navio Niassa.É preso a 14 de Janeiro 1934 e colocado no presídio da Trafaria. Nesta altura fazia parte do comité que preparava a greve de 18 de Janeiro do mesmo ano. Internado no presídio da Trafaria é condenado no dia 8 de Março de 1834 a 16 anos de degredo. Segue para a fortaleza de Angra do Heroísmo.
A criação da Colónia Penal do Tarrafal pelo decreto de 23 de abril de 1936, permite ao Regime de Salazar afastar os prisioneiros do País. Estes são transportados nos porões do navio Luanda que atracou a 29 de Outubro, na baía do Tarrafal. Ao chegar tiveram de carregar as suas bagagens quatro quilómetros. As condições da Colónia Penal, criada pelo decreto número 26 539 de 23 de abril de 1936 eram muito desfavoráveis, a água imprópria e em pouca quantidade, assim como a alimentação. Os prisioneiros foram instalados em tendas antes de construírem eles próprios as instalações. A falta de adequada proteção médica provocou a morte a 32 dos prisioneiros. Mário dos Santos Castelhano morreu a 12 de Outubro de 1940.