Miguel Muñoz Rubio RENFE. História dos caminhos-de-ferro públicos espanhóis, 1941-2004
RENFE. História dos caminhos-de-ferro públicos espanhóis, 1941-2004 é a segunda edição de Renfe (1941-1991): meio século de caminhos-de-ferro públicos (1995), tese de doutoramento de Miguel Muñoz, na qual, fruto de várias décadas de investigação, o autor reconstrói a história da Renfe entre 1941 e 2005, ano em que se dividiu em duas outras empresas públicas. Conforme se refere naapresentação, a obra apresenta uma estrutura diacrónica que explica, através de uma análise detalhada dos seus principais elementos – políticas, organização, forças produtivas, tráfegos e resultados económicos –, como os caminhos-de-ferro espanhóis sofreram uma deterioração catastrófica durante o período da autarquia, da qual foram resgatados, entre 1963 e 1976, através da sua reconfiguração total. A democracia herdou um sistema renovado, mas fortemente danificado, apesar do anterior, pela dramática perda das suas quotas de mercado face à irrupção da estrada. Fica claro que chegou-se, inclusive, a duvidar da sua continuidade, embora, no final, se tenha optado por «salvá-lo», criando um quadro institucional com o objetivo de o adaptar à concorrência do mercado e desenvolvendo uma rede de alta velocidade para recuperar o seu dinamismo, o que colocou em causa a sua dimensão pública.
Como se pode ver noíndice, o livro está organizado em sete capítulos e um epílogo, e inclui um índice onomástico. Mantém oprólogoda primeira edição, escrito por Miguel Artola, e tem uma capa desenhada por Juan Toribio, criador do primeiro logótipo da Renfe e das suas primeiras campanhas publicitárias. O livro representa, em suma, uma reflexão sobre o papel desempenhado pela Renfe entre 1941 e 2004, da qual se podem extrair lições para compreender o presente.